O alginato é um derivado da parede celular de certas algas marinhas (algas
castanhas ou marrons) encontradas em algumas costas marítimas do planeta (imagem abaixo). Portanto essas algas são a matéria prima para a
produção dos alginatos e sua transformação em ácido algínico
Encontrada em grande quantidade na costa da Noruega, Escócia e Irlanda
Os curativos baseados em alginato são citados na literatura há mais de três
décadas. Entretanto são raros os estudos randomizados a respeito de sua
utilização. Os cirurgiões plásticos Attwood em 1989 e O’Donoghue em
1997 publicaram que os curativos de alginato foram superiores aos demais quando
utilizados sobre áreas doadoras de enxertos cutâneos.
Os alginatos estão entre os curativos de escolha para as feridas que produzem
exsudato moderado ou abundante. A conhecida ação hemostática dos alginatos
também torna sua indicação relevante para as feridas com leito sangrativo ou
após os desbridamentos.
A grande capacidade absortiva do alginato asssociada ao seu formato maleável e
de fácl manipulação, podendo ser adaptado às mais diferentes topografias e
conformações anatômicas, torna seu uso nas feridas cavitárias bastante animador.
O ambiente fisiologicamente úmido proporcionado pela característica
biodegradável dos alginatos é referido como um estimulante da granulação do
leito ulcerado, bem coo do desbridamento autolítico.
A grande capacidade absortiva do alginato asssociada ao seu formato maleável e
de fácl manipulação, podendo ser adaptado às mais diferentes topografias e
conformações anatômicas, torna seu uso nas feridas cavitárias bastante animador.
O ambiente fisiologicamente úmido proporcionado pela característica
biodegradável dos alginatos é referido como um estimulante da granulação do
leito ulcerado, bem coo do desbridamento autolítico.
Áreas doadoras de pele
Feridas exsudativas, infectadas ou não;
Queimaduras
Feridas com leito hemorrágico
Feridas cavitárias (preenchimento dos espaços mortos)
Dica importante: não é conveniente a utilização de curativos naseados em alginatos em feridas secas ou com muito pouco exsudato, o que poderá provocar ressecamento indesejado do leito da ferida como também do próprio alginato. Isto pode tornar sua retirada difícil e traumática. Portanto, muito cuidado com as feridas decorrentes de enfermidade vascular isquêmica. Convém lembrar que as superficies ósseas, articulares e tendinosas não devem receber coberturas de alginato.
cobertura de alginato com prata mostrando sua saturação e gelificação após 4
dias de aplicado em coto de amputação de paciente diabético
Excelente granulação e epitelização
Aplicação do alginato nas lesões tunelizadas residuais.
Os curativos de alginato devem ser aplicados em contato direto
com a ferida, ou seja, é um curativo primário; donde a necessidade do curativo
secundário que, entre outras coisas, se encarregará de mantê-lo no lugar. A
escolha do curativo secundário obedecerá a uma avaliação criteriosa das
características da ferida: localização, diagnóstico etiológico, necessidade ou
não de oclusão, necessidade ou não de terapia compressiva, etc.
Se a ferida evolui com diminuição importante do exsudato de
tal forma que o alginato não mais gelifica ou passa a ficar muito aderido ao
leito ulcerado, deve-se descontinuar a sua aplicação e dar continuidade com
outro tipo de curativo primário que atenda às necessidades de hidratação do
leito da ferida.