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Homem de 37 anos foi tratado com 9ml de espuma de Polidocanol a 3%; imediatamente após a injeção o paciente referiu alterações visuais (tipo fotopsia, escotomas) durante alguns minutos. Duas horas após a sessão de escleroterapia, desenvolveu alterações da fala. Avaliação médica não revelou nada além da existência de FOP (Foramen Ovale Patente), ou seja, a permanência de uma comunicação anormal entre o lado direito e o lado esquerdo do coração, que ocorre em 25 a 30% da população. A maioria dos portadores de FOP são absolutamente assintomáticos.

A comunicação foi publicada em Novembro de 2009 no European Journal of Vascular and Endovascular Surgery

Não se tem ainda uma explicação para a etiologia dos distúrbios neurológicos, mas alguns autores correlacionam com o volume de esclerosante usado, especialmente quando as injeções são efetuadas em troncos venosos tais como as veias Safenas e vasos da região pélvica.



O produto deve chegar ao mercado até o fim de 2008 custando cerca de R$10. A Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) anunciou ontem um creme à base de insulina capaz de reduzir o período de cicatrização de feridas em diabéticos, diminuindo o risco de amputações de membros nos pacientes. Segundo a universidade, é o primeiro medicamento deste tipo no mundo com registro de patente e que é feito à base de insulina (hormônio responsável pela redução da taxa de glicose no sangue). O produto deve chegar ao mercado até o final de 2008. Segundo os pesquisadores, é uma alternativa mais barata do que outros medicamentos que ajudam a acelerar a cicatrização em diabéticos. "Tivemos um grande sucesso com a pesquisa em animais e já iniciamos pesquisas em seres humanos. Temos 15 pacientes estudados, e os resultados são animadores. Nós queremos ampliar estes estudos para cem pacientes", disse o endocrinologista da FCM (Faculdade de Ciência Médicas) Mário Saad, um dos autores da pesquisa. Segundo Saad, outros medicamentos para acelerar a cicatrização (sem ser à base de insulina) chegam a custar, em média, R$ 90,00. O novo creme pode chegar ao mercado custando cerca deR$ 10. Ele afirmou que não existe no mercado fórmula semelhante para o paciente diabético. De acordo com a Unicamp, a diabetes atinge cerca de10% da população adulta brasileira. Uma das principais dificuldades dos pacientes é a de cicatrização de ferimentos por falta da insulina. Nos testes em ratos diabéticos, o creme à base de insulina reduziu em até seis dias o tempo médio de cicatrização. "Quanto maior o tempo da lesão aberta, maior a chance que o paciente tem de contrair infecção. Com esta pomada, nós estaremos acelerando o processo", disse a professora e enfermeira Maria Helena Melo Lima, uma das autoras. De acordo com os pesquisadores, atualmente o tratamento de feridas em diabéticos é feito basicamente com técnicas de controle da doença e com a assepsia do local. "Algumas outras drogas podem favorecer a cicatrização, mas não acelerá-la", disse Saad. Os testes também revelaram que o medicamento não tem absorção pelo organismo e tem ação apenas no local.
Maurício Simionato, da Agência Folha, em Campinas - Fonte: Folha de São Paulo e http://comvisa.anvisa.gov.br

Obs.: Já estamos em 2011 e não tenho mais conseguido informações a respeito do creme acima referido nem de sua comercialização para uso na prática diária. (Dr. José Amorim de Andrade)